Covid 19: Parlamento chumba protesto do PPM

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Apenas Paulo Estevão, deputado do PPM, e Graça Silveira, deputada independente, votaram a favor de um voto de protesto apresentado pelo próprio PPM, contra as declarações proferidas pelo Governo Regional a propósito da situação ocorrida no Nordeste no âmbito da pandemia da doença COVID-19.

Em causa uma entrevista do atual diretor regional da Saúde ao jornal Diário Insular, concretamente em relação à situação no Nordeste.

De acordo com Paulo Estevão, Tiago Lopes proferiu “afirmações demasiado graves. Lançam, de forma absurdamente genérica, uma acusação gravíssima aos profissionais de saúde que exercem funções no Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada”, citando o diretor regional da Saúde: “Tivemos profissionais de saúde que foram exercer já com sinais de sintomas de infeção, não deveriam ter ido. Se o foram, deviam ter utilizado equipamento de proteção individual. Começou logo por aí. As pessoas, na altura, deviam ter adotado os comportamentos certos, o distanciamento, a etiqueta respiratória, a lavagem das mãos. São medidas que não se vê a eficácia, as pessoas acham demasiado simples, mas acabam por fazer toda a diferença. Colocou-se em perigo toda uma instituição como o Hospital de Ponta Delgada e, depois, a estrutura residencial para idosos. Teve um efeito dominó. O impacto no Hospital de Ponta Delgada conseguiu minimizar-se, na estrutura residencial para idosos, a verdade é que existiu um impacto maior, por via de uma população mais sensível”.

O deputado monárquico entende que “o que não pode existir é inimputabilidade política. Existem coisas que para serem ditas têm de ser provadas. Que se são ditas, não devem esconder-se em generalizações que prejudicam a reputação de todos e que não salvam a de ninguém”.

09.07.2020


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