CDS acusa Governo de não ter resposta para a “incomportável situação” da SATA

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Para o CDS, “as opções estratégicas que o Governo Regional definiu, ao longo dos últimos anos, continuam sem responder ao arrastamento dos problemas de gestão que continuam a contribuir para uma cada vez maior e incomportável situação financeira do Grupo SATA”.

No debate de urgência promovido pela bancada popular na assembleia regional, Artur Lima, líder parlamentar, considerou que “os resultados financeiros dos últimos exercícios do Grupo SATA apontam um caminho que não podemos continuar a percorrer. O Grupo SATA teve, em 2016, um prejuízo de 14 milhões de euros, em 2017 teve um prejuízo de 41 milhões e, em 2018, um prejuízo de 53 milhões de euros. É preciso olhar para os números e retirar as devidas consequências políticas”.

O CDS recordou que numa década, sem que se tenha conseguido inverter o rumo, passou-se de resultados positivos para resultados negativos.

“O Grupo SATA tem hoje números que rondam os 300 milhões de euros de passivo, a que se junta uma dívida aos bancos de 160 milhões e dívidas a fornecedores que são superiores a meio milhão”, rematou Artur Lima.

No debate, o presidente do Governo informou que o Grupo SATA apresentou diversos indicadores, no primeiro trimestre deste ano, que “vão no bom caminho” quanto ao trajeto de recuperação da empresa, mas que não devem menorizar a dimensão deste desafio.

“Em relação ao primeiro trimestre deste ano, temos alguns indicadores que nos animam. Temos indicadores que, por exemplo, nos dizem que se regista uma poupança de 20 por cento no consumo de combustível”, salientou Vasco Cordeiro.

08.05.2019


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