Insígnias açorianas: CDS-PP, BE, PCP e PPM não subscrevem Proposta de Resolução

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Quatro dos seis partidos com representação parlamentar na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, CDS-PP, BE, PCP e PPM não vão subscrever a Proposta de Resolução que atribui as Insígnias Honoríficas Açorianas, cujo agraciamento é feito no Dia da Região, que este ano se assinala na Madalena do Pico, no próximo dia 21 de maio.

Apenas PS e PSD subscrevem o diploma, que será entregue amanhã e cuja discussão está agendada para a próxima quinta-feira, dia 17, numa matéria que geralmente reunia consenso entre todas as bancadas, exceção feita pelo PPM, que já por duas vezes tinha votado contra à iniciativa.

Segundo as forças partidárias que não vão subscrever a Proposta de Resolução, em causa não estão propriamente os nomes propostos, muito embora alguns não reúnam consenso, mas sim a metodologia e a forma como o PS conduziu todo o processo, considerando que o processo “bateu no fundo” e que houve uma “agenda socialista escondida”.

Paulo Estevão, do PPM Açores, foi mais longe ao catalogar o PS como “donos disto tudo” e considerando que o processo de atribuição de Insígnias Honoríficas nos Açores “é uma fantochada e uma vergonha para a Assembleia e para a Autonomia”.

Se acordo com Paulo Estevão, a listagem com a proposta dos nomes que serão agraciados só foi remetida às representações e grupos parlamentares ao princípio da noite de sábado, dia 12 de maio, e só na segunda-feira seguinte, dia 14, o assunto foi abordado em Conferência de Líderes, quando o contacto com os homenageados já tinha sido feito. “este é um processo habitualmente sujeito a discussão e objeções, como voltou a acontecer este ano, só que já não havia nada a fazer, porque o PS escondeu todo o processo, numa atitude que nada tem de democrática”, acrescentou, críticas refutadas pelo líder da bancada socialista, André Bradford, para quem “transformar uma ocasião destas em pequena política não é para o PS”.

 

15.05.2018

 


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